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Drone espião dos EUA é capturado no Irã – VÍDEO

Posted by maiorativo em 8 de dezembro de 2011

WASHINGTON – Os efeitos colaterais da crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irã têm alimentado as versões de que por trás dos esforços diplomáticos e das sanções promovidas por Washington e seus aliados está em curso uma real guerra secreta para impedir que o regime de Teerã desenvolva seu programa nuclear.

A queda de um drone (aeronave não tripulada) em território iraniano na semana passada teria descortinado o programa de vigilância estabelecido pelos serviços de inteligência americanos. O drone RG-170, modelo de tecnologia altamente sofisticada — o mesmo usado pela CIA (a agência central de inteligência americana) para vigiar o esconderijo do terrorista Osama bin Laden no Paquistão, na operação que resultou em sua morte, em maio — foi exibido nesta quinta-feira na TV pelas autoridades iranianas.

Os EUA alegaram que a aeronave teve um pouso forçado por uma “falha técnica”; já os iranianos disseram que o drone foi capturado graças a esforços antiespionagem. Segundo relatos anônimos de funcionários do Departamento de Defesa dos EUA, os sobrevoos no espaço aéreo do Irã em alta altitude se intensificaram nos últimos quatro anos.

— Talvez o que estejamos vendo sejam as ações encobertas do século 21. Isto não significa, entretanto, que os esforços pelas sanções e negociações tenham acabado. No mínimo, essas ações encobertas podem fortalecer a diplomacia sinalizando a Teerã quão sério é Washington — analisa Michael Rubin, especialista do centro de estudos American Entreprise Institute. 

‘Perguntem ao Bin Laden’, diz Obama

Especula-se que incidentes ocorridos recentemente no Irã podem ter sido resultado dessa estratégia de “ações encobertas” por parte dos militares e da inteligência americana. Entre eles, a morte do general Hassan Moqaddam, um dos principais defensores do programa nuclear iraniano, com outras 16 vítimas causadas pela explosão de um complexo da Guarda Revolucionária, no mês passado. Uma outra explosão ocorreu na semana passada, na usina de conversão de urânio de Isfahã. No período de um ano, três importantes físicos nucleares iranianos foram eliminados em atentados praticados em circunstâncias similares.

Pressionado pela oposição republicana, que em clima de campanha eleitoral o acusa de praticar uma política externa de “apaziguamento” quanto ao islamismo radical, o presidente dos EUA, Barack Obama, reagiu.

— Perguntem a Osama bin Laden e aos 22 ou 30 líderes da al-Qaeda que foram tirados de campo se eu estou comprometido com o apaziguamento. Ou a quem mais tenha sobrado, perguntem sobre isso — desafiou os jornalistas, nesta quinta-feira, na sala de imprensa da Casa Branca.

‘Ação militar, entre o zero e o nada’

Sobre as formas de pressão sobre o governo de Mahmoud Ahmadinejad, Obama voltou a assinalar que “todas as opções estão sobre a mesa”, defendeu o rigor máximo na política de sanções e ameaçou o Irã:

— Se eles (os iranianos) forem atrás de armas nucleares, eu disse muito claramente que isso é contrário aos interesses de segurança nacional dos EUA; é contrário aos interesses de segurança nacional de nossos aliados, incluindo Israel; e nós vamos trabalhar com a comunidade internacional para prevenir isso.

Para Michael Rubin, as chances de uma intervenção militar no Irã sob o governo Obama são estimadas “entre zero e nada”.

— Quando se analisam os pronunciamentos do governo Obama, tanto o presidente como sua equipe de Segurança Nacional enfatizam isolamento em vez de confronto. Parece que o governo Obama acredita que pode conter o Irã, e se é essa realmente sua crença, então sinaliza um abandono do estilo de intervenção Iraque-Afeganistão.

Para Thomas Donnelly, analista de políticas de defesa e segurança nacional, a guerra secreta entre os EUA e o Irã ocorre por meio de ataques recíprocos. A perda do sofisticado drone americano seria mais um exemplo desse conflito:

— A questão é saber se esses ataques por meio de operações especiais ou de espionagem terão mais do que um efeito marginal, mas de longo prazo, em relação à contenção do programa nuclear iraniano e às ambições maiores de Teerã na região.

Para o analista, a ênfase do discurso de Obama deve ser entendida na atual conjuntura eleitoral.

— Obama tenta tirar a atenção do contexto maior. Cita a eliminação de Bin Laden e procura convencer que pode manter o poder americano por meio de ações encobertas, em vez de usar as forças tradicionais. Trata-se de mais uma tática de reeleição do que uma genuína estratégia de governo — diz Donnelly.

FONTE:
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/queda-de-aviao-espiao-americano-expoe-tatica-contra-ira-nuclear-3408613#ixzz1g05x857U
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Uma resposta to “Drone espião dos EUA é capturado no Irã – VÍDEO”

  1. Carlos Jorge said

    Não seria o caso de ter um sistema de auto-destruição quando a aeronave sai do controle, em vez de dar tecnologia para o inimigo?

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